Inspirações

Museu Soumaya: a escultura de alumínio que virou ícone da Cidade do México

21 de outubro de 2026
Tempo de leitura: 3 MIN
Museu Soumaya: a escultura de alumínio que virou ícone da Cidade do México

Resumo

Fachada com 16 mil hexágonos de alumínio, seis pavimentos diferentes e um exoesqueleto de aço: conheça a arquitetura do Museu Soumaya, no México.

Um edifício sem janelas, revestido de hexágonos que mudam de cor com a luz do dia.

Poucos prédios são tão fáceis de reconhecer quanto o Museu Soumaya. Com sua forma curva e brilhante, que lembra uma escultura gigante ou uma ampulheta torcida, ele se tornou um dos cartões-postais da Cidade do México desde que foi aberto ao público, em 2011.

Por trás da aparência impactante, existe um projeto de engenharia sofisticado e uma das coleções de arte mais importantes da América Latina. É a prova de que arquitetura pode ser, ao mesmo tempo, abrigo e obra de arte.

Um museu com nome e história

O Museu Soumaya foi criado pela fundação do empresário Carlos Slim e leva o nome de sua esposa, Soumaya Domit, que morreu em 1999. A sede atual, no complexo Plaza Carso, foi inaugurada em 2011 e tem entrada gratuita.

O acervo reúne mais de 66 mil obras, com peças que vão da arte europeia à mexicana. O destaque é a coleção de Auguste Rodin, considerada a maior fora da França, que inclui uma versão de O Pensador.

Seis pavimentos, nenhum igual

O projeto é do arquiteto mexicano Fernando Romero, do escritório FR-EE. O edifício tem cerca de 16 mil m² de área construída, distribuídos em seis pavimentos, e sua forma assimétrica faz com que cada andar tenha dimensões e formatos diferentes.

No último pavimento, uma grande claraboia permite que o museu receba iluminação natural ao longo do dia, iluminando as esculturas de Rodin. A luz do sol vira parte da exposição.

A fachada de 16 mil hexágonos

O elemento mais marcante do museu é sua pele: cerca de 16 mil peças hexagonais de alumínio cobrem toda a fachada, que não tem janelas. O revestimento reflete o céu e muda de aparência conforme a luz, o clima e a hora do dia.

A escolha dos hexágonos permitiu revestir uma superfície curva e irregular com peças repetidas, uma solução típica da arquitetura paramétrica. Visto de perto, o edifício parece uma malha; de longe, uma escultura metálica.

Um exoesqueleto de aço

A forma ousada só é possível graças a uma estrutura que funciona como um exoesqueleto. São 28 colunas curvas de aço, cada uma com geometria própria, travadas por anéis horizontais que acompanham a silhueta do prédio.

Essa estrutura sustenta o edifício e libera os espaços internos, criando grandes salões de exposição. Engenharia e estética trabalham juntas, e o resultado é um prédio que parece desafiar a gravidade.

O que o Soumaya ensina

O Museu Soumaya mostra como a arquitetura pode criar identidade para um lugar. Ele virou referência do bairrode Polanco e atrai visitantes do mundo inteiro tanto pela arte quanto pelo edifício em si.

Aqui na Perplan Incorporação, acompanhamos projetos como esse porque eles inspiram a forma como pensamos fachadas, luz natural e a relação entre o edifício e a cidade. Para quem gosta do tema, o blog também traz outras inspirações da arquitetura internacional, como o Oculus, em Nova York, e o 1700 Alberni, em Vancouver.


Fontes

• Museo Soumaya (Wikipedia)

• Curved façade with aluminium hexagons: Soumaya Museum, Mexico (Floornature)

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