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Outubro Rosa: o que saber sobre o câncer de mama

12 de outubro de 2026
Tempo de leitura: 4 MIN
Outubro Rosa: o que saber sobre o câncer de mama

Resumo

Sinais de alerta, fatores de risco e quando fazer a mamografia segundo as recomendações atuais do Ministério da Saúde. Um guia direto sobre o Outubro Rosa.

*Atenção! Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação de um profissional de saúde. * Todo ano, em outubro, prédios, praças e monumentos ganham iluminação cor-de-rosa. O gesto lembra um assunto que merece atenção o ano inteiro: o câncer de mama, o tipo de câncer mais frequente entre as mulheres no Brasil, se não forem considerados os tumores de pele não melanoma.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA, são esperados 78.610 novos casos por ano entre 2026 e 2028, o que representa cerca de 30% dos cânceres diagnosticados em mulheres. A boa notícia é que, quando descoberto cedo, o câncer de mama tem altas chances de tratamento bem-sucedido. É por isso que informação faz tanta diferença.

O que é o Outubro Rosa

O Outubro Rosa é um movimento internacional de conscientização sobre o câncer de mama, que nasceu nos Estados Unidos nos anos 1990 e tem o laço cor-de-rosa como símbolo. No Brasil, a campanha ganhou força nos anos 2000 e hoje mobiliza serviços de saúde, empresas e cidades inteiras.

O objetivo é simples: estimular o cuidado com a saúde das mamas, incentivar o diagnóstico precoce e ampliar o acesso aos exames. A cor chama a atenção, mas o que salva vidas é a informação que vem com ela.

Quais são os sinais de alerta

O sinal mais comum é um nódulo, ou caroço, geralmente endurecido e, na maioria das vezes, indolor. Outros sinais merecem atenção: pele da mama avermelhada, retraída ou com aspecto de casca de laranja, alterações no mamilo, saída espontânea de líquido e pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço.

Esses sinais nem sempre indicam câncer, mas qualquer alteração deve ser avaliada por um profissional de saúde, sem esperar a próxima consulta de rotina. O INCA recomenda que cada mulher conheça o próprio corpo e observe as mamas no dia a dia, no banho ou ao trocar de roupa, para perceber mudanças. Essa observação não substitui a mamografia.

Quem tem mais risco

A idade é um dos fatores de risco mais importantes: cerca de quatro em cada cinco casos acontecem depois dos 50 anos. Histórico familiar de câncer de mama ou de ovário, principalmente em parentes diagnosticados antes dos 50 anos, também aumenta o risco, assim como alterações genéticas como as dos genes BRCA1 e BRCA2.

Há também fatores ligados ao estilo de vida, e esses podem ser modificados. Manter o peso adequado, praticar atividade física e evitar o consumo de bebidas alcoólicas ajudam a reduzir o risco. A amamentação também é considerada um fator de proteção.

Quando fazer a mamografia

A mamografia é o principal exame para detectar o câncer de mama antes que surjam sintomas. Desde setembro de 2025, o Ministério da Saúde recomenda, no SUS, mamografia a cada dois anos para mulheres de 50 a 74 anos, mesmo sem nenhum sinal da doença. Antes, a faixa ia até os 69 anos.

Mulheres de 40 a 49 anos também podem fazer o exame no SUS sem sintomas, depois de conversar com o profissional de saúde sobre benefícios e desvantagens, em uma decisão compartilhada. Acima dos 74 anos, a indicação depende das condições de saúde de cada mulher. A Sociedade Brasileira de Mastologia, por sua vez, recomenda mamografia anual a partir dos 40 anos. Na dúvida, o melhor caminho é conversar com o médico.

Homens também podem ter

Embora raro, o câncer de mama também atinge homens. Por ser pouco lembrado, costuma ser diagnosticado mais tarde.

Os sinais são parecidos com os das mulheres, como nódulo perto do mamilo, retração ou secreção. Histórico familiar de câncer de mama em homens é, inclusive, um fator de risco para toda a família, e vale ser comentado nas consultas.

Cuidar é o ano inteiro

O Outubro Rosa dura um mês, mas o cuidado com a saúde das mamas é contínuo. Conhecer o próprio corpo, manter os exames em dia e procurar atendimento diante de qualquer mudança são atitudes simples que fazem diferença.

E vale lembrar quem está por perto: mães, irmãs, amigas, colegas de trabalho. Perguntar "quando foi sua última mamografia?" pode ser o gesto mais importante deste outubro.


Fontes

• INCA. Câncer de mama: versão para a população

• Agência Brasil via Brasil 61. INCA estima 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028

• INCA. Informações para acesso à mamografia no SUS são objeto de nota técnica (outubro de 2025)

• CNN Brasil. Saúde passa a recomendar mamografia para mulheres a partir dos 40 anos

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