Micromobilidade: a infraestrutura que muda o jeito de se deslocar
Resumo
Bicicletas, e-bikes e patinetes ganham espaço nas cidades. Entenda o que é micromobilidade e por que o bicicletário virou item essencial no condomínio.
Bicicletas, e-bikes e patinetes já fazem parte da rotina urbana, e o prédio precisa estar preparado para eles.
Ir à padaria de bicicleta, chegar ao trabalho de e-bike ou cruzar o bairro de patinete deixou de ser cena rara. A micromobilidade já é realidade nas grandes e médias cidades brasileiras e traz deslocamentos mais rápidos em trajetos curtos, menos emissões e mais movimento no dia a dia.
Só que essa tendência depende de um detalhe pouco lembrado: sem lugar seguro para guardar, carregar e cuidar do veículo, a bicicleta fica encostada. É aí que entram o planejamento urbano e o projeto dos empreendimentos.
O que é micromobilidade
Micromobilidade é o conjunto de veículos leves, individuais e de baixa velocidade usados em trajetos curtos, geralmente de até alguns quilômetros. Entram nessa lista bicicletas convencionais, bicicletas elétricas, patinetes e outros equipamentos autopropelidos.
A proposta é resolver os deslocamentos do cotidiano sem depender do carro: a ida ao mercado, à academia, à escola ou à estação de transporte público. Para distâncias curtas, costuma ser o jeito mais rápido de chegar, sem trânsito e sem procurar vaga.
Um mercado em crescimento
As bicicletas elétricas são um bom termômetro desse movimento. Segundo a Aliança Bike, o Brasil somou 53.591 bicicletas elétricas novas entre importação e produção em 2024, alta de 7,2% em relação ao ano anterior.
A regulamentação também acompanhou essa mudança. A Resolução Contran nº 996/2023 define que bicicletas elétricas têm motor de até 1.000 W, assistência limitada a 32 km/h e funcionamento apenas com pedal, além de não exigir registro, licenciamento nem emplacamento. Os equipamentos autopropelidos, como patinetes, seguem limites semelhantes e podem circular em ciclovias, ciclofaixas e vias de até 40 km/h, conforme regras locais.
Por que a infraestrutura faz diferença
Ciclovias e ciclofaixas são a parte mais visível da micromobilidade, mas a jornada começa e termina em casa. Sem um espaço adequado no prédio, a bicicleta acaba na varanda, no corredor ou dentro do apartamento, e o hábito perde força.
Um bicicletário bem pensado resolve isso e ainda organiza o condomínio. Quando guardar e retirar a bicicleta é simples, pedalar vira escolha natural, e não um esforço a mais na rotina.
O que um bom bicicletário precisa ter
Nem todo espaço com suportes cumpre bem o papel. Alguns cuidados fazem diferença no uso diário:
- acesso fácil, sem escadas, e próximo à saída do prédio;
- suportes que permitam travar o quadro, e não apenas a roda;
- espaço coberto e protegido do sol e da chuva;
- controle de acesso e monitoramento;
- ponto de água ou bancada para limpeza e pequenos reparos;
- regras claras do condomínio para recarga de baterias, seguindo sempre as orientações do fabricante
Nos nossos empreendimentos
Nos empreendimentos da Perplan Incorporação, a mobilidade ativa entra no projeto desde o início. O Grandverse Garden, em Uberlândia, terá um bicicletário dedicado aos moradores, um espaço pensado para unir conforto e conveniência a quem prefere se deslocar de forma mais sustentável.
A mesma lógica aparece no Apoema Residence, em São José do Rio Preto, que tem bicicletário no térreo integrado à área de serviços do condomínio. Investir em soluções urbanas modernas é pensar no futuro, e esse futuro passa por prédios que facilitam escolhas mais leves para a cidade.
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