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Cuidados com pets na piscina: guia de segurança para tutores

08 de outubro de 2026
Tempo de leitura: 5 MIN
Cuidados com pets na piscina: guia de segurança para tutores

Resumo

Saiba como proteger cães e gatos na piscina: supervisão, rampas de saída, cloro, ouvidos, calor e regras de condomínio.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a orientação de um médico-veterinário.

Quem tem cachorro conhece bem a cena: basta a família se aproximar da piscina para ele aparecer abanando o rabinho, pronto para pular junto. E não há nada de errado nisso. Nadar pode ser um ótimo exercício e uma forma gostosa de aliviar o calor. Só que a água também guarda alguns riscos, e um pouco de atenção faz toda a diferença para que o momento termine bem.

Nem todo cão sabe nadar

Existe uma crença de que todo cachorro sabe nadar por instinto. Na prática, muitos conseguem se manter na superfície por alguns instantes, mas se cansam rápido e se desesperam quando não encontram apoio.

Algumas raças têm ainda mais dificuldade. Pug, buldogue francês e shih tzu, por exemplo, têm o focinho curto e respiram com mais esforço quando estão em atividade. Filhotes, cães idosos e animais com problemas nas articulações ou no coração também merecem cuidado extra. Antes do primeiro mergulho, uma conversa com o veterinário ajuda a entender se a piscina é uma boa ideia para aquele pet.

Cuidado ao sair da água

Pode parecer curioso, mas o momento mais arriscado não é a entrada na água, e sim a saída. A maioria das piscinas tem paredes retas e bordas lisas, e o cachorro simplesmente não consegue subir sozinho. Sem encontrar uma saída, ele continua nadando até ficar exausto.

Por isso, a regra mais importante é simples: o pet nunca deve ficar sozinho perto da piscina. Se ele tem acesso livre ao quintal, uma cerca ou barreira evita quedas quando ninguém está olhando.

Também vale garantir uma saída que ele consiga usar. Rampas antiderrapantes feitas para cães são práticas e fáceis de instalar, e degraus largos também funcionam. O segredo é mostrar o caminho: colocar o cachorro na água perto da rampa e guiá-lo até ela algumas vezes, até que ele aprenda sozinho.

Um detalhe que pouca gente lembra é a capa da piscina. Lonas flexíveis parecem chão firme para o animal, mas cedem com o peso e podem prendê-lo embaixo d'água.

Sem pressa na adaptação

Jogar o cachorro na piscina para ele "aprender" costuma ter o efeito contrário: medo e pânico. A adaptação funciona melhor aos poucos, começando com brincadeiras no chão molhado, depois na parte rasa, com o tutor sempre por perto. Petiscos e elogios ajudam a transformar a experiência em algo positivo. Para os iniciantes, um colete salva-vidas próprio para cães traz mais segurança.

Depois de mergulhar

O cloro mantém a água limpa, mas pode ressecar a pele e o pelo e deixar os olhos irritados. Por isso, depois da brincadeira, o ideal é enxaguar o pet com água limpa e, quando possível, dar um banho com produtos próprios para cães.

As orelhas também pedem atenção. A umidade que fica dentro delas favorece a otite, principalmente em cães de orelhas caídas, como cocker e golden retriever. Uma toalha ou um pedaço de algodão na parte externa já resolve, sem necessidade de cotonete no canal.

E para evitar que ele beba água da piscina, que pode causar vômito e diarreia, basta deixar um pote de água fresca sempre por perto.

Cuidado com o sol e ao piso quente

Nos horários mais quentes do dia, o piso ao redor da piscina pode esquentar a ponto de machucar as patas. O início da manhã e o fim da tarde são os melhores momentos para o banho, de preferência com um cantinho de sombra disponível.

Durante a brincadeira, alguns sinais indicam que é hora de parar: respiração muito ofegante, salivação intensa ou dificuldade para se manter na superfície. Se, depois da piscina, o cachorro apresentar olhos vermelhos, coceira persistente, vômito ou ficar balançando a cabeça com frequência, o melhor é procurar o veterinário.

E quem mora em condomínio?

Na maioria dos condomínios, pets não podem usar a piscina comum. A regra costuma estar na convenção ou no regimento interno e existe por questões de higiene e boa convivência entre os moradores.

Para quem vive em apartamento, o espaço pet é a alternativa. Em empreendimentos da Perplan Incorporação, esse ambiente faz parte das áreas de lazer e permite que o animal gaste energia, brinque e socialize sem disputar espaço com os moradores na piscina.

No fim das contas, com supervisão, uma saída segura e alguns cuidados depois do mergulho, a piscina pode ser um momento de alegria para toda a família, incluindo o integrante de quatro patas.

Fontes

Petz. Água com cloro faz mal para cachorro? Disponível em: https://www.petz.com.br/blog/agua-com-cloro-faz-mal-para-cachorro/

A Gazeta. 10 cuidados importantes com o cachorro na piscina. Disponível em: https://www.agazeta.com.br/hz/pet/10-cuidados-importantes-com-o-cachorro-na-piscina-1223

PetsCare. Entendendo o cloro da piscina e a saúde do seu cachorro. Disponível em: https://www.petscare.com/pt/news/post/chlorine-dogs-pool-safety-guide

PetsCare. Rampa para piscina para cães. Disponível em: https://www.petscare.com/pt/news/post/dog-ramp-for-pool-guide

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