Apesar da alta dos juros, investimento em imóveis ainda é sólido no Brasil
Resumo
Apesar da alta dos juros, a área imobiliária permanece com potencial
Apesar da alta dos juros, a área imobiliária permanece com potencial de crescimento em 2022
O ano de 2022 tem sido desafiador para o mercado imobiliário em função dos sucessivos aumentos das taxas de juros para conter a inflação – derivada dos desequilíbrios causados da pandemia da covid-19. Para o economista e consultor financeiro Carlos Elias, as incertezas sobre a economia fazem com que investidores adiem novos projetos. No entanto, ainda segundo o especialista, o Brasil possui uma demanda reprimida e expressiva no mercado financeiro. Isso demonstra um grande potencial de crescimento, a depender das condições econômicas e políticas do país. Esse avanço vem acompanhado da valorização dos imóveis, aumento dos custos dos materiais e da mão-de-obra.
“O mercado imobiliário sofre grande influência da renda das famílias e da taxa de juros. A retomada do crescimento econômico permite a melhora na renda média”, ressalta o economista. Para o diretor-presidente da Perplan Urbanização e Empreendimentos, Ricardo Telles, a subida dos juros é um resultado das fragilidades nacionais ainda em um cenário de pandemia. “Creio que 2022 seja um ano de transição para começar 2023 muito forte. E será uma transição razoavelmente controlada, com inflação alta, mas não exorbitante”, afirma.
Investimento sólido
Segundo Telles, incorporações e urbanizações são áreas dentro do mercado imobiliário com expectativas positivas devido à alta demanda por um imóvel próprio. “Eu acredito que, neste ano, as pessoas ainda vão continuar procurando por imóvel. Sendo assim, a incorporação tem uma boa perspectiva, mesmo com o aumento da taxa de juros”, diz.
Exemplo dessa expectativa é o cirurgião dentista Fuad Jomaa, que investe em incorporações e imóveis comerciais desde 2000. Ele escolheu esse tipo de aplicação por estar ao seu alcance, para conseguir ter uma renda extra e uma aposentadoria no futuro. “Com a pandemia, os ganhos com o setor foram escassos, mas acredito que o mercado imobiliário esteja em um período de retomada e a normalização deva ocorrer em breve”, conclui.
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